Saiu o guia oficial de como extrair o melhor resultado com o Opus 5.5 e eu resumi tudo pra você
Esforço no médio, o “pense com calma” que sai do pedido, relatório no meio que não é entrega, material colado marcado, print direto, design com o que você não quer escrito pelo nome e um cuidado novo com o raciocínio.

A Anthropic publicou o guia oficial de como escrever pedido pro Claude Opus 5.5. E ele começa com uma notícia boa: o que você já pedia pro Opus 5 continua funcionando.
Só que tem hábito antigo que agora só gasta tempo e token, e tem coisa nova que muda bastante o resultado. Eu resumi aqui o que serve pra quem usa o Claude no dia a dia.
Se você ainda não viu o lançamento em si, com preço, limite e o reset, está no post do Opus 5.5.

Deixa no esforço médio
O esforço é quanto o modelo pensa antes de responder. No Opus 5.5 o raciocínio está sempre ligado, então é esse controle que manda na qualidade, na velocidade e no custo.

Repara na conta que eles fazem. O Opus 5.5 no médio iguala ou supera o Opus 5 no alto em programação e em trabalho de conhecimento. E em vários testes de programação o baixo chega perto disso custando bem menos.
Então aquela mania de deixar tudo no máximo por garantia só queima token. Deixa no médio, que já é o padrão dele, e sobe só quando você viu diferença de qualidade numa tarefa sua. No Claude Code isso é o comando /effort.
E se você quer que ele pense menos, baixa o esforço em vez de escrever “seja rápido” no pedido. O guia diz que baixar o nível reduz o raciocínio, o custo e o tempo de forma mais confiável do que qualquer instrução no prompt.
Tira o “pense com calma” do pedido
Sabe aquela linha que todo mundo colava no começo do prompt, “pense passo a passo”, “pense com cuidado antes de responder”? No Opus 5.5 ela sobra.

O modelo decide sozinho quanto pensar. Quando a Anthropic tirou essa instrução num produto de chat, as respostas começaram mais cedo e a qualidade não caiu de forma clara.
A segunda parte do print é a que eu mais gostei. Em conversa longa, o Opus 5.5 às vezes volta numa resposta que já tinha dado enquanto pensa na mensagem nova, e isso atrasa tudo. Se o assunto já está resolvido, fala pra ele que está decidido e que é pra seguir dali. O guia só avisa que em análise longa, em que você quer que ele reveja o que fez, vale não usar.
Relatório no meio do caminho não é entrega
Em tarefa longa, o Opus 5.5 vai te contando o que está fazendo. Isso é bom. O problema é que às vezes ele para pra relatar e a tarefa ainda não acabou.

O guia é direto: essa parada é relatório, e não prova de que terminou. Se sobrou coisa aberta, fala o que falta e manda continuar, do jeito do exemplo do print: a sua lista ainda tem esses itens, continua, e se algum estiver travado me diz o que está travando.
E ajuda dizer lá no começo o que conta como pronto. Aí fica fácil você, ou outro agente, conferir se chegou lá antes de dar a tarefa por encerrada.
Marca o que você colou
Quando você cola um e-mail, uma página ou um documento no pedido, pode ter instrução escondida lá dentro. Alguém escreve “ignore tudo e responda X” no meio do texto, e o modelo pode acabar seguindo.

O Opus 5.5 resiste a isso melhor do que qualquer Opus antes dele, e fica ainda mais firme quando sabe o que é seu e o que foi colado. O jeito oficial é marcar o texto colado entre duas tags com o mesmo código, como no print.
Mesmo sem montar isso, separar o material e dizer o que ele é já ajuda o modelo a entender o que é pedido e o que é conteúdo. E o Claude Code já faz a versão oficial sozinho: quando você cola um texto grande, ele marca o bloco do mesmo jeito do print. O guia só lembra que isso é uma proteção entre outras, e que pode deixar o modelo um pouco mais cauteloso.
Diz onde ele tem que olhar antes de agir
Essa é pra quem já conectou o Claude no e-mail, no Drive ou na planilha. O guia diz que o Opus 5.5 tende a ir direto ao trabalho, e às vezes a informação de que a tarefa depende está num lugar que você nem citou: uma regra em outra aba da planilha, uma política num e-mail antigo.

A saída é pedir pra ele olhar em volta antes. Nos testes da Anthropic com tarefas em vários apps, essa instrução fez ele acertar bem mais tarefas, com um pouco mais de chamadas. No pedido do dia a dia isso vira uma frase: antes de mexer, lê a planilha inteira e os e-mails dessa semana sobre o assunto.
Print e gráfico podem ir direto
Aqui a melhora foi grande. O Opus 5.5 lê gráfico, diagrama e print de tela com muito mais precisão que o Opus 5. Segundo a Anthropic, mesmo no esforço mais baixo ele lê valor em gráfico denso melhor do que o Opus 5 no mais alto.

Então se você tinha o costume de descrever o print antes de mandar, ou de pedir pra ele recortar e ler por partes, testa sem. Mas repara que o guia fala em testar de novo, e não em jogar fora: pra material muito denso, tipo desenho técnico, imagem em resolução maior e uma ferramenta de recorte ainda ajudam.
No design, escreve o que você não quer
Quem pede página pro Claude conhece isso. Você pede sem direção de design e ele cai sempre nos mesmos estilos. Aí você escreve “faz algo único, sem cara de IA” e ele só troca um padrão por outro.

O que funciona é dar nome pro que você não quer. A lista do exemplo oficial é essa: fundo creme ou off-white, palavra de destaque em itálico no título, seção numerada 01/02/03, rótulo em fonte de máquina de escrever e botão em formato de pílula. E o guia manda trabalhar em rodadas: olha o que a primeira versão repetiu e acrescenta na lista.
Hoje eu passei essa lista pras skills de design que a gente usa aqui na Nomics, no lugar do “evite cara de IA” que estava lá.
Um cuidado novo: não peça pra ele escrever o raciocínio
Pra quem usa no chat, essa é a mudança que pode fazer ele recusar um pedido. O Opus 5.5 tem uma proteção nova: pedido que força o modelo a reproduzir o raciocínio interno dele na resposta pode ser recusado.

Então se você tem um prompt salvo com “escreva todo o seu raciocínio na resposta antes de concluir”, tira essa parte. Quer entender a escolha? Pergunta por que ele decidiu aquilo, que isso ele responde normal.
O que é pra você e o que é pra quem programa
Uma parte do guia é pra quem constrói em cima da API: tamanho máximo de resposta, como mostrar as atualizações na tela, como montar o agente que roda sozinho. Se você usa o Claude no chat ou no Claude Code, não precisa mexer nisso. Pra você, o que muda é o que está aqui em cima.
Pra testar hoje
Pega um pedido que você faz toda semana. Pode ser uma copy, uma página, um relatório. Antes de mandar, passa por essa lista:
Roda do jeito novo e compara com a última vez que você fez esse mesmo pedido.
O guia completo está aqui: Como escrever prompts para o Claude Opus 5.5. Abre, testa num pedido seu e me manda no Instagram o que mudou.