Se você usa IA para Copy, falta isso no seu processo
Não é prompt melhor. O que separa copy genérica de copy que soa como a pessoa é processo: dois arquivos de contexto, transcrição bruta, referência do que converteu e uma trava de voz.
Todo mundo que usa IA pra escrever copy passa pela mesma sequência. O primeiro resultado impressiona. O décimo parece o de todo mundo. Aí a pessoa conclui que o problema é o prompt e vai caçar um melhor.
Copy genérica não sai porque a IA é fraca. Sai porque ela não sabe com quem está falando, por quem está falando e o que já funcionou antes. Isso não se resolve com pedido bonito. Se resolve com quatro peças que vivem fora da conversa.
1 · Dois arquivos antes de qualquer copy
Antes de escrever uma linha pra um especialista, eu monto dois arquivos. O primeiro é o da pessoa: quem é, pra quem vende, o que já deu certo, o que ela nunca diria. Esse quase não muda. O segundo é o da campanha: produto, preço, datas, promessa desta ação específica. Esse muda a cada lançamento.
Separar os dois importa. O que é permanente não se mistura com o que é desta campanha, e a IA para de confundir a promessa de hoje com a de três meses atrás.
2 · Transcrição bruta, não adjetivo
No arquivo da pessoa, o campo mais importante não é a descrição. É um pedaço de transcrição real dela falando, com repetição e erro de português. É de lá que sai a voz.
3 · O que converteu é referência de estilo
Regra descreve, exemplo demonstra. As 3 a 5 peças que mais venderam na última ação entram no processo como referência de estilo obrigatória, cada uma com uma marcação do porquê converteu. Sem o porquê, a IA copia o formato e perde o motivo.
4 · Uma trava, não um lembrete
A peça mais importante do processo é a que diz não. Pra cada cliente existe um arquivo com duas listas: o que ela diz e o que ela nunca diria, cada item com a citação e o minuto de onde saiu. E um verificador roda sozinho toda vez que alguém salva uma copy. Fora da lista, não passa.
E ele não só barra. Mostra qual palavra travou, o que a pessoa usaria no lugar e onde ela disse isso. Quem escreveu aprende a voz no processo.
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